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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Mais um ano, mais um desejo renovado...
Feliz Natal para todos!

domingo, 12 de dezembro de 2010

História do Natal... digital

De facto, a imaginação não tem limites.
Eis um trabalho feito por uma jovem portuguesa, talentosa sem dúvida, que nos mostra como seria o Natal se tivesse os actuais recursos tecnológicos. Este trabalho já foi visto por muitos (corre entre os nossos e-mails e já teve mais de 600 mil visualizações), mas se algum de vocês ainda não viu, então valeu a pena esta mensagem. Os tempos podem mudar, mas o sentimento é o mesmo.
Um abraço e um espírito de Natal renovado para todos nós.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Dia de Natal


A todos os meus amigos, um Santo Natal.


DIA DE NATAL
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros. coitadinhos. nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

António Gedeão

sábado, 12 de dezembro de 2009

Espírito de Natal!

Aproximamo-nos do dia de Natal e por isso fala-se muito do "espírito de Natal"... mas afinal o que é o "espírito de Natal"?
Antes de mais é um estado de alma, entendida como sentimento genuíno, que nos deve tornar mais sensíveis aos outros, às suas dificuldades e aos seus desesperos. Deve ser um sentimento profundo de pacificação entre nós e os outros, mesmo que os outros não nos tenham dado provas de gostar de nós. Deve ser algo que se sente, que mexa connosco, mesmo que nos pareça incompreensível na lógica do nosso agitado quotidiano.
A esta forma particular de sentir não é alheia a nossa pertença a uma civilização cristã, mas esse sentimento não se deve esgotar no seu ritual religioso. Ele deve ser um sentimento partilhado pelo comum dos seres, crentes ou não crentes, mas que acreditam, nem que seja uma vez por ano, que o amor ao próximo é possível e necessário.
O “espírito de Natal” deve fazer-nos sentir mais vivos, porque mais nós próprios!
O “espírito de Natal” não se deve medir pela quantidade de presentes oferecidos, mas pode-se medir pelo sacríficio feito, por muitas famílias, para presentear as suas crianças, com um só objectivo: vê-las sorrir!
O “espírito de Natal” não deve ser compatível com a esgrima de razões que nos conduzem a vida, durante todo o resto do ano. No Natal, as máscaras que nos impomos caem e revelam o que de mais puro possuímos e que nos faz verdadeiramente felizes. O que,afinal e na maior parte das vezes, é tão pouco.
Deve tratar-se da troca de sentimentos, de serenidade e de paz. Um bem tão pouco dispendioso e que tem tendência a perder-se, no emaranhado de problemas com que nos defrontamos todos os dias. Razões de sobra para recordarmos e perdurarmos este sentimento tão profundo.
Por isso desejo a todos, aos vossos familiares e amigos, um muito Feliz Natal.
Fica apenas um recado... antes de continuarem a fazer as vossas compras de Natal, vejam as imagens porque elas falam por si...