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sábado, 5 de junho de 2010

O elogio dos porcos

Procura ser uma pessoa de valor, em vez de uma pessoa de sucesso

Um agricultor coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e chateou-o tanto até conseguir comprá-lo.

Um mês depois o cavalo adoeceu e ele chamou o veterinário:

- Bem, o seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias; no terceiro dia eu retornarei. Caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.

Ali perto, o porco escutava a conversa toda...

No dia seguinte deram o medicamento e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse:

- Força amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!!!

No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse:

- Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer!
- Vamos lá, eu ajudo-te a levantar... Upa! Um, dois, três.

No terceiro dia deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.

- Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse:
- É agora ou nunca, levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa!
Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá...
Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste, Campeão!!!

Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou:
- Milagre!!! O cavalo melhorou! Isto merece uma festa... para comemorar vamos matar o porco!!!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Para reflectir...


Um velho índio estava a falar com o seu neto e contava-lhe:
“Sinto-me como se tivesse dois lobos lutando no meu coração. Um é o lobo irritado, violento e vingativo. O outro está cheio de amor e compaixão.”

O neto perguntou:
“Avô, diga-me, qual dos dois ganhará a luta no seu coração?”

O avô respondeu:
“Aquele que eu alimente.”

domingo, 8 de novembro de 2009

Queda de muros...

O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989, depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro. Amanhã é mais um dia de aniversário, a comemorar os 20 anos de tão simbólica data.

Tive a honra de poder assistir às imagens que emocionaram milhões de pessoas, em particular todas aquelas com um forte vínculo emocional a este acontecimento. Tive igualmente a honra de visitar Berlim e o dito muro no mês de Agosto de 1989, meses antes da queda. O simbolismo que para mim representou esta visita e o feliz acontecimento que ocorreu no dia 9 de Novembro impulsionou-me a visitar Berlim no ano seguinte, o que fiz com redobrada emoção por poder visitar os espaços anteriormente ocupados pelo muro, em particular a Porta de Brandeburgo.
Foi a queda de um muro. Ele separava pessoas. Famílias, amigos, inimigos, rivais, colegas de trabalho, de bar... Essa queda foi um símbolo, um estandarte. "É hora de a humanidade quebrar seus muros!" E era (ou é) verdade.
Hoje ainda tanto há para fazer... basta escutarmos os sinais que nos rodeiam. Na Palestina, no Irão, na Coreia do Norte, no Iraque, no Afeganistão, no que diz respeito às decisões políticas sobre o Ambiente... tudo o que põe em causa o futuro do nosso planeta e da Humanidade.
Reclamamos contra os construtores de muros, mas muitas das vezes somos nós quem os construímos ou quem colaboramos nessa construção. Por vezes achamos que os muros são bons, que nos protegem dos perigos alheios... mas também sabemos que esses mesmos muros dificultam o estabelecimento de pontes.
Eu sei que também construo muros, mas não posso viver sem a esperança de que um dia eles não existam mais.
Deixo aqui, para os mais saudosistas, uma música velhinha dos Supertramp, composta em 1979. Mais do que a música, atraiu-me a mensagem apresentada no vídeo e que muito tem a ver com este meu desabafo.
Um abraço e uma excelente semana.